segunda-feira, 2 de abril de 2012

A VISÃO CORRETA DETERMINA O CAMINHO CERTO




 Eu já ouvi pastores argumentando sobre a questão do crescimento da igreja, de acordo com a visão que abraçaram a respeito do evangelho ou da teologia. Muitos conservadores argumentam que o mais importante é a qualidade e não a quantidade. Por outro lado, há aqueles que colocam a ênfase completamente na  quantidade, sem levar em conta a quantidade. Assim parece que esses dois extremos tem sido predominante no meio evangélico. Outro dia, alguém argumentou que não importa o numero reduzido que fique uma congregação, mas os somente pessoas com um alto nível de santiade devem ter o direito de ficar na igreja. Tudo isso me preocupa, tendo em vista que isso é uma realidade no tempo e no momento. Quem tem razão? Aquele que defende a quantidade e não a qualidade ou o oposto? Creio que ambos estão errados, e com sérios desvios do padrão da igreja do NT. E vou explicar porque:
 A Igreja segundo o modelo de Atos dos apóstolos, tinha qualidade e quantidade! Ambos eram marcas que regiam o equilíbrio da igreja recém nascida.  Ela tinha qualidade e crescia. O caminho estreito era pregado, mas a igreja não se definhava, não ficava estagnada, mas crescia, e de uma maneira completamente esplendida, ao ponto de dar invejas a qualquer modelo moderno de crescimento de igreja. Esse é o testemunho das escrituras, um legado que a igreja cristã do primeiro século nos deixou:
“Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar”   (At 2:47)
 essa era a obra direcionada pelo Espírito Santo! Não havia outro fator que contribuía para o crescimento da igreja, a não ser uma dinâmica ação do Espírito Santo, entre os cristãos.
 Vejamos outra passagem de Atos: “E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé.” (At 6:7). Por isso, não tenho medo de dizer que estagnação não é sinal de igreja aprovada por Deus, quando o Espirito Santo age, a igreja cresce, esse é um princípio natural, resultado da ação poderosa do Espírito Santo. Não há duvidas quanto a isso!
 Nós não podemos ter um conceito errado em questões fundamentais, e ultimamente a obra de Deus tem sido vista da perspectiva humana, e não divina. Achamos que a essência da obra é a força do homem, e por isso inventamos estratégias e modelos, muitas vezes completamente diferente da original, já que se usa sistemas de marketing, para tentar fazer a igreja crecer. No entanto o principio irrevogável é que Deus dá o crescimento mediante o agir correto da igreja, nessa questão.
“Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” (1Co 3:7)
 O plantar é do homem, o regar é do homem, e isso é importante. Se a igreja não semeia a palavra, e se não rega a palavra semeada, o crescimento correto não funciona. A igreja  tem duas linhas de trabalho os que vão para seara, e os que regam a seara.
 Hoje o modelo bíblico de semear é pouco usado, trata-se do testemunho pessoal, pessoas salvas lidando com pessoas perdidas a fim de conquistá-las para Jesus. Mas existe uma parte também importante: o Regar. Isso significa que é preciso ter cuidado com a semente plantada. Regar nos lembra de derramar. E isso é básico na questão do crescimento da igreja.  Chorar e ter compaixão pelos perdidos, aquele choro que vai ao extremo de se desesperar, ao ponto de gemer com dores profundas, por causa daquelas almas que estão indo para a eternidade sem Deus. É assim que funciona!
“Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.” (1Co 3:6) se fizermos nossa parte de forma correta, Deus agirá com poder, a vontade do Senhor é que a sua igreja cresça, com quantidade e qualidade. Por isso, mãos a obra vamos semear corretamente, regar intensamente para que Deus faça crescer abundantemente.


CLAVIO JUVENAL JACINTO

Um comentário:

  1. Amém, glória a Deus! Obrigado Pr. Clávio. Muito elucidativo e edificante.

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