Eu já ouvi pastores argumentando sobre a
questão do crescimento da igreja, de acordo com a visão que abraçaram a
respeito do evangelho ou da teologia. Muitos conservadores argumentam que o
mais importante é a qualidade e não a quantidade. Por outro lado, há aqueles
que colocam a ênfase completamente na
quantidade, sem levar em conta a quantidade. Assim parece que esses dois
extremos tem sido predominante no meio evangélico. Outro dia, alguém argumentou
que não importa o numero reduzido que fique uma congregação, mas os somente
pessoas com um alto nível de santiade devem ter o direito de ficar na igreja.
Tudo isso me preocupa, tendo em vista que isso é uma realidade no tempo e no
momento. Quem tem razão? Aquele que defende a quantidade e não a qualidade ou o
oposto? Creio que ambos estão errados, e com sérios desvios do padrão da igreja
do NT. E vou explicar porque:
A Igreja segundo o modelo de Atos dos
apóstolos, tinha qualidade e quantidade! Ambos eram marcas que regiam o
equilíbrio da igreja recém nascida. Ela
tinha qualidade e crescia. O caminho estreito era pregado, mas a igreja não se
definhava, não ficava estagnada, mas crescia, e de uma maneira completamente
esplendida, ao ponto de dar invejas a qualquer modelo moderno de crescimento de
igreja. Esse é o testemunho das escrituras, um legado que a igreja cristã do
primeiro século nos deixou:
“Louvando a Deus, e caindo na
graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles
que se haviam de salvar” (At 2:47)
essa era a obra direcionada pelo Espírito
Santo! Não havia outro fator que contribuía para o crescimento da igreja, a não
ser uma dinâmica ação do Espírito Santo, entre os cristãos.
Vejamos outra passagem de Atos: “E crescia a palavra
de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande
parte dos sacerdotes obedecia à fé.” (At 6:7). Por isso, não tenho medo de
dizer que estagnação não é sinal de igreja aprovada por Deus, quando o Espirito
Santo age, a igreja cresce, esse é um princípio natural, resultado da ação
poderosa do Espírito Santo. Não há duvidas quanto a isso!
Nós não podemos ter um conceito errado em
questões fundamentais, e ultimamente a obra de Deus tem sido vista da
perspectiva humana, e não divina. Achamos que a essência da obra é a força do
homem, e por isso inventamos estratégias e modelos, muitas vezes completamente
diferente da original, já que se usa sistemas de marketing, para tentar fazer a
igreja crecer. No entanto o principio irrevogável é que Deus dá o crescimento
mediante o agir correto da igreja, nessa questão.
“Por isso, nem o que planta é
alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.” (1Co 3:7)
O plantar é do homem, o regar é do homem, e
isso é importante. Se a igreja não semeia a palavra, e se não rega a palavra
semeada, o crescimento correto não funciona. A igreja tem duas linhas de trabalho os que vão para
seara, e os que regam a seara.
Hoje o modelo bíblico de semear é pouco usado,
trata-se do testemunho pessoal, pessoas salvas lidando com pessoas perdidas a
fim de conquistá-las para Jesus. Mas existe uma parte também importante: o
Regar. Isso significa que é preciso ter cuidado com a semente plantada. Regar
nos lembra de derramar. E isso é básico na questão do crescimento da
igreja. Chorar e ter compaixão pelos
perdidos, aquele choro que vai ao extremo de se desesperar, ao ponto de gemer
com dores profundas, por causa daquelas almas que estão indo para a eternidade
sem Deus. É assim que funciona!
“Eu plantei, Apolo regou; mas
Deus deu o crescimento.” (1Co 3:6) se fizermos nossa parte de forma correta,
Deus agirá com poder, a vontade do Senhor é que a sua igreja cresça, com
quantidade e qualidade. Por isso, mãos a obra vamos semear corretamente, regar
intensamente para que Deus faça crescer abundantemente.
CLAVIO JUVENAL JACINTO
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Amém, glória a Deus! Obrigado Pr. Clávio. Muito elucidativo e edificante.
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